Politicamente incorreto e temendo pelo futuro do meu couro, uma vez que esse blog é freqüentado majoritariamente por mulheres, irei a fundo na questão que intriga e perturba as fêmeas: Por que os homens gostam de carros e de futebol?
Sempre que pretendo provar alguma teoria minha, escolho um método a ser aplicado (afinal os vários anos de Iniciação Científica na faculdade tinham que me valer de alguma coisa!).
Hoje, basear-me-ei no estudo de caso. No caso, meu próprio caso. (adoro escrever idiotices desse tipo).
Prossigamos...
Tomemos lá um indivíduo inicialmente sem interesse por futebol e carros (talvez mínimo).
Vivia lá esse ser (nerd) em seu universo particular, tendo toda sua dedicação (extra-estudos/trabalho) voltada única e exclusivamente àquilo que todo macho primariamente busca: as fêmeas.
Pois bem, fêmeas são seres muito volúveis, instáveis e temperamentais, tudo decorrente de sua própria natureza de fêmeas e dos coquetéis de hormônios malucos que circulam em suas veias e nos seu confusos cérebros.
Logo, acontecem fatos bastante deletérios com o supramencionado macho: o pobre ser freqüentemente se fere com essas instabilidades e confusões das fêmeas; lesões assaz graves, uma vez que as fêmeas são seu único objeto de dedicação.
O macho que é advertido pelo pai desde pequeno cresce já tendo um time do coração e é incentivado a se interessar por carros (alguns mais “estranhos” necessitam ser incentivados a se interessar por mulheres também, mas isso não vem ao caso). Mesmo sem saber, ele possui fontes absorvedoras de parte de sua dedicação, as quais podem lhe ser de grande valia no futuro.
Se mulheres são apenas parte do interesse do sujeito, as oscilações de humor e vontades desses seres lhe causarão menor impacto.
A situação só estará totalmente perdida para esse indivíduo se ele for largado pela mulher, bater o carro e seu time for rebaixado, tudo simultaneamente. Fora isso, sempre há uma esperança.
Existem também situações mais graves, como, por exemplo, a do indivíduo casado.
Isso me lembra aquela piadinha (agora as fêmeas vão me apedrejar):
- Qual a diferença entre a namorada e a esposa?
- Vinte quilos! (não pude segurar... foi inevitável...)
Nesse caso, o indivíduo precisa de uma válvula de escape para suportar a esposa obesa e pentelha. Dá-lhe futebol e Auto Esporte no domingão!
terça-feira, 27 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
A Ordem das Coisas
Ontem, conversando com um amigo durante o almoço, ele me falava de como sua vida estava em ordem e de como agora tudo parecia estar no seu devido lugar: tinha um emprego fixo e bom, arrumou uma namorada com a qual a relação está indo bem e agora está procurando um apartamento para morar sozinho e coroar essa maré ordeira.
Fiquei escutando e comparando com minha vida. Não que eu esteja vivendo no completo caos. Talvez numa semi-ordem... E não necessariamente isso é ruim. Não necessariamente é bom também.
Porém isso foi apenas o gatilho que disparou a seguinte reflexão: nossas vidas realmente requerem ordem? Qual grau de ordenamento é necessário?
A análise primária me leva a crer que o homem passa sua vida inteira brigando contra a natureza das coisas, tentando colocar ordem naquilo que nasceu para caminhar rumo ao caos.
Sim, a Termodinâmica demonstra que elevados graus de organização são altamente energéticos. Em contraposição, tudo tende a caminhar para estados energéticos mais baixos e menores níveis de organização. No limite, para a desordem.
Desordem é uma palavra que acabou adquirindo uma conotação pejorativa na linguagem popular, quiçá culpa dos Positivistas que escreveram em nossa bandeira “Ordem e Progresso”.
Desordem não implica em ausência de leis e regras. Qualquer substância, por maior que seja seu estado de desorganização, ainda assim estará sujeita às leis essenciais da natureza que lhe darão o mínimo de restrição e preservarão sua existência.
Isso pode contrariar um pouco os princípios de Thomas Hobbes, nos quais eu parcialmente acredito. De qualquer forma, como “parcialmente” não é “completamente”, recorro à exceção para construir minha teoria.
Acredito que agora é necessária uma pausa para explicação: se algo é lei (natural e não dos homens), não deve ter exceções. Por outro lado, leis diferentes podem atuar simultaneamente sobre o mesmo corpo, somando ou anulando seus efeitos e, dessa forma, estabelecendo restrições.
Desta forma, minha exceção não é em si uma ressalva, mas uma interface entre diferentes leis sociais e naturais atuando sobre o mesmo indivíduo.
Voltemos então à questão primária: qual o nível de ordenamento necessário à vida de uma pessoa?
A rendição do indivíduo às leis naturais lhe propiciará um menor (ou nenhum) esforço no sentido de ordenar o mundo e, em especial, sua vida.
Por outro lado, essa sujeição o conduzirá, se não à autodestruição, no mínimo à animalidade.
Logo, um mínimo grau de ordem é inegavelmente necessário.
Todavia, a graça da vida está calcada na imprevisibilidade dos acontecimentos. Obviamente “imprevisibilidade” e “ordem” são duas palavras que não se harmonizam numa mesma frase, exceto quando uma é negação da outra.
A vida pacata e totalmente ordenada possuirá como atributo a ausência de diversão. E possuir ausência é possuir nada.
Concluindo: a vida justa, sociável, feliz e divertida requer ordem no previsível e desordem na diversão.
Fiquei escutando e comparando com minha vida. Não que eu esteja vivendo no completo caos. Talvez numa semi-ordem... E não necessariamente isso é ruim. Não necessariamente é bom também.
Porém isso foi apenas o gatilho que disparou a seguinte reflexão: nossas vidas realmente requerem ordem? Qual grau de ordenamento é necessário?
A análise primária me leva a crer que o homem passa sua vida inteira brigando contra a natureza das coisas, tentando colocar ordem naquilo que nasceu para caminhar rumo ao caos.
Sim, a Termodinâmica demonstra que elevados graus de organização são altamente energéticos. Em contraposição, tudo tende a caminhar para estados energéticos mais baixos e menores níveis de organização. No limite, para a desordem.
Desordem é uma palavra que acabou adquirindo uma conotação pejorativa na linguagem popular, quiçá culpa dos Positivistas que escreveram em nossa bandeira “Ordem e Progresso”.
Desordem não implica em ausência de leis e regras. Qualquer substância, por maior que seja seu estado de desorganização, ainda assim estará sujeita às leis essenciais da natureza que lhe darão o mínimo de restrição e preservarão sua existência.
Isso pode contrariar um pouco os princípios de Thomas Hobbes, nos quais eu parcialmente acredito. De qualquer forma, como “parcialmente” não é “completamente”, recorro à exceção para construir minha teoria.
Acredito que agora é necessária uma pausa para explicação: se algo é lei (natural e não dos homens), não deve ter exceções. Por outro lado, leis diferentes podem atuar simultaneamente sobre o mesmo corpo, somando ou anulando seus efeitos e, dessa forma, estabelecendo restrições.
Desta forma, minha exceção não é em si uma ressalva, mas uma interface entre diferentes leis sociais e naturais atuando sobre o mesmo indivíduo.
Voltemos então à questão primária: qual o nível de ordenamento necessário à vida de uma pessoa?
A rendição do indivíduo às leis naturais lhe propiciará um menor (ou nenhum) esforço no sentido de ordenar o mundo e, em especial, sua vida.
Por outro lado, essa sujeição o conduzirá, se não à autodestruição, no mínimo à animalidade.
Logo, um mínimo grau de ordem é inegavelmente necessário.
Todavia, a graça da vida está calcada na imprevisibilidade dos acontecimentos. Obviamente “imprevisibilidade” e “ordem” são duas palavras que não se harmonizam numa mesma frase, exceto quando uma é negação da outra.
A vida pacata e totalmente ordenada possuirá como atributo a ausência de diversão. E possuir ausência é possuir nada.
Concluindo: a vida justa, sociável, feliz e divertida requer ordem no previsível e desordem na diversão.
Rio de Janeiro
Alguém, por favor, joga uma bomba atômica em cima dessa cidade?
Obrigado.
Obrigado.
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Já não falei sobre isso?,
Observações,
Reflexões
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Que futebol, que nada!
Descobri porque meus avós fugiram da Europa: lá não era o lugar deles...
Como assim?
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u403311.shtml
Calcio? Ma che!! Preferisco il sesso!
Como assim?
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u403311.shtml
Calcio? Ma che!! Preferisco il sesso!
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Doritos
Eu adoro Doritos Nacho. É crocante, saboroso...
Eu queria que Doritos não entupisse minhas veias, que seu corante amarelo não causasse câncer e que ele não fosse tão calórico... Eu só queria a parte boa.
E não é de Doritos que eu estou falando...
Eu queria que Doritos não entupisse minhas veias, que seu corante amarelo não causasse câncer e que ele não fosse tão calórico... Eu só queria a parte boa.
E não é de Doritos que eu estou falando...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Um amigo me disse:
“As estatísticas indicam que você se apaixona pela pessoa com quem faz sexo freqüentemente”.
Assinale a alternativa correta:
□ Verdadeiro
□ Falso
Assinale a alternativa correta:
□ Verdadeiro
□ Falso
terça-feira, 13 de maio de 2008
Ensaio sobre a Inespecificidade
Havia os amores esquecidos. E também os nem tão esquecidos assim.
Havia as paixões surgentes e as insurgentes.
A beleza das mulheres belas e a deselegância das deselegantes.
Havia guerras, fome, terremotos... Inflação, alta do preço dos alimentos, assassinatos brutais.
E a suja política, como sempre.
As observações clínicas e as impróprias. Sempre.
Havia a psique e seu ego... Havia seus insanos e diversos alter-egos e seu superego repressor.
Há um mundo difícil de compreender.
E, acima de tudo, há tantas possibilidades, tantos assuntos, que tudo acaba se tornando inespecífico.
Pensamentos com braços curtos, insuficientes para abarcar toda essa imensidão de idéias.
Entreguemo-nos à inespecificidade.
Havia as paixões surgentes e as insurgentes.
A beleza das mulheres belas e a deselegância das deselegantes.
Havia guerras, fome, terremotos... Inflação, alta do preço dos alimentos, assassinatos brutais.
E a suja política, como sempre.
As observações clínicas e as impróprias. Sempre.
Havia a psique e seu ego... Havia seus insanos e diversos alter-egos e seu superego repressor.
Há um mundo difícil de compreender.
E, acima de tudo, há tantas possibilidades, tantos assuntos, que tudo acaba se tornando inespecífico.
Pensamentos com braços curtos, insuficientes para abarcar toda essa imensidão de idéias.
Entreguemo-nos à inespecificidade.
Fotografia
Estranha é a sensação de olhar uma foto antiga (nem tanto...) e ver do seu lado uma pessoa que já lhe foi tão querida parecer quase uma estranha...
Estranho...
Estranho...
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Pra quem tem o Unplugged MTV do Pearl Jam...
... escute a faixa 11 - Footsteps... Tem um nego com crise de espirro ao fundo!
Acabei de perceber isso!
Bizarro!! hehehe
Acabei de perceber isso!
Bizarro!! hehehe
sábado, 10 de maio de 2008
Curto, mas vai fundo
Não se contente com menos do que você quer, pois o contentamento de hoje será a insatisfação de amanhã.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
No Regrets?
Como me arrependo de algo que não consigo escolher?
Achei que nos arrependêssemos só do que está em nossas mãos...
Achei que nos arrependêssemos só do que está em nossas mãos...
domingo, 4 de maio de 2008
"A televisão me deixou burro, muito burro demais"
Andando agora à noite em Copacabana, tive a oportunidade de assistir a uma cena curiosa:
Enquanto seu pai tomava uma cerveja com os amigos em um daqueles bares sujos de esquina da Barata Ribeiro, a garotinha de uns 6 anos dançava como a Alzira da novela, agarrada ao poste da placa "Proibido virar à direita".
Vemos como a televisão está sendo bem instrutiva para as crianças.
Se não podemos esperar um futuro bom para o país, pelo menos daqui uns 15 anos teremos adultos sexualmente bastante satisfeitos, com suas esposinhas lhes fazendo showzinhos particulares.
Afinal, nem tudo está perdido.
Enquanto seu pai tomava uma cerveja com os amigos em um daqueles bares sujos de esquina da Barata Ribeiro, a garotinha de uns 6 anos dançava como a Alzira da novela, agarrada ao poste da placa "Proibido virar à direita".
Vemos como a televisão está sendo bem instrutiva para as crianças.
Se não podemos esperar um futuro bom para o país, pelo menos daqui uns 15 anos teremos adultos sexualmente bastante satisfeitos, com suas esposinhas lhes fazendo showzinhos particulares.
Afinal, nem tudo está perdido.
sábado, 3 de maio de 2008
Estatísticas
Não há nada mais enganoso que estatísticas e probabilidades.
Estatísticas estão baseadas em fatos passados e, por assim serem, considerando estes eventos e os futuros mutuamente independentes, não podemos predizer o que há de vir. Além de nossa crença quase religiosa na estatística, nada indica que a freqüência de favorabilidade de um evento passado manter-se-á "ad infinitum".
Probabilidade? Chances? Você pode realizar um evento que tenha 99,99% de chance de dar certo e ele não funcionar, afinal de contas existia 0,01% de possibilidade de erro.
Então para que servem probabilidade e estatísticas?
Talvez elas sejam apenas uma forma que o ser humano encontrou para enganar a si mesmo, dando sensação de segurança no incerto e de previsibilidade do imprevisível.
Estatísticas estão baseadas em fatos passados e, por assim serem, considerando estes eventos e os futuros mutuamente independentes, não podemos predizer o que há de vir. Além de nossa crença quase religiosa na estatística, nada indica que a freqüência de favorabilidade de um evento passado manter-se-á "ad infinitum".
Probabilidade? Chances? Você pode realizar um evento que tenha 99,99% de chance de dar certo e ele não funcionar, afinal de contas existia 0,01% de possibilidade de erro.
Então para que servem probabilidade e estatísticas?
Talvez elas sejam apenas uma forma que o ser humano encontrou para enganar a si mesmo, dando sensação de segurança no incerto e de previsibilidade do imprevisível.
Sorte de Hoje
Aquela "Sorte de Hoje" do Orkut possui frases que qualquer cartomante picareta ou horóscopo de jornaleco de metrô poderia usar com bastante efeito.
E, de fato, ele quase sempre acerta comigo.
Às vezes ela me passa medo...
E, de fato, ele quase sempre acerta comigo.
Às vezes ela me passa medo...
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