Prezados freqüentadores do meu humilde blog,
Para evitar que vocês imaginem que abandonei este espaço, comunico que estarei ausente e praticamente incomunicável nas próximas duas semanas, ou seja, até o início de novembro.
Em breve estarei de volta e com novidades.
Arrivederci!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
(I Can't Get No) Satisfaction
Existe aquele velho Power Point que a cada três meses cai novamente em nossas caixas de e-mail com aquela frase “Casamento é como submarino: até bóia, mas foi feito mesmo é pra afundar”.
Sou novo e solteiro e, apesar de não abominar a idéia de casamento, andei tendo algumas reflexões de análise crítica sobre o assunto “relacionamentos”.
Seguindo o afamado estilo “ejaculação precoce” de literatura, no qual dizemos a conclusão antes de expormos os argumentos, concluo que, indubitavelmente, os relacionamentos nasceram para o fracasso e insatisfação.
Sim, como toda ejaculação precoce que se preza, fica aquele suspense no ar, aquele “Como assim?”. Vamos então às explicações.
Não é necessário discorrer muito sobre o fato de que cada pessoa é completamente diferente da outra. Por maiores que sejam suas similaridades, os casais nunca possuem plena concordância em todos os pontos da vida, seja social, cultural e íntima.
Sempre haverá aquela vergonha da música do Zezé Di Camargo que ela gosta, ou ela daquela camiseta velha do Pink Floyd que ele insiste em usar. Ele implicará porque ela fala alto e ela porque o maridão coça o saco em público.
E, na cama, por mais que ambos tenham ritmos semelhantes, que sejam ambos ninfomaníacos ou celibatários, sempre haverá uma incompatibilidade, porque trabalham em lugares diferentes, porque suas rotinas são diferentes e porque terão tesão ou falta dele em horários diferentes.
Desta forma, em cada uma dessas disritmias, sociais, culturais e sexuais, alguém deverá ceder.
Ceder é a arte de ficar frustrado com classe. É ficar contrariado fazendo cara boa. Pode parecer que tudo ficou bem, mas aquele micro-ressentimento ficará lá.
Logo, as pessoas assumem relacionamentos estáveis para ficarem insatisfeitas. Optam por uma vida de renúncias e de insatisfações constantes.
Não estou afirmando que não vale a pena. Pelo contrário, muitos ganhos vêm da união.
Mesmo assim, cada um sempre carregará consigo suas pontinhas de insatisfação.
Sou novo e solteiro e, apesar de não abominar a idéia de casamento, andei tendo algumas reflexões de análise crítica sobre o assunto “relacionamentos”.
Seguindo o afamado estilo “ejaculação precoce” de literatura, no qual dizemos a conclusão antes de expormos os argumentos, concluo que, indubitavelmente, os relacionamentos nasceram para o fracasso e insatisfação.
Sim, como toda ejaculação precoce que se preza, fica aquele suspense no ar, aquele “Como assim?”. Vamos então às explicações.
Não é necessário discorrer muito sobre o fato de que cada pessoa é completamente diferente da outra. Por maiores que sejam suas similaridades, os casais nunca possuem plena concordância em todos os pontos da vida, seja social, cultural e íntima.
Sempre haverá aquela vergonha da música do Zezé Di Camargo que ela gosta, ou ela daquela camiseta velha do Pink Floyd que ele insiste em usar. Ele implicará porque ela fala alto e ela porque o maridão coça o saco em público.
E, na cama, por mais que ambos tenham ritmos semelhantes, que sejam ambos ninfomaníacos ou celibatários, sempre haverá uma incompatibilidade, porque trabalham em lugares diferentes, porque suas rotinas são diferentes e porque terão tesão ou falta dele em horários diferentes.
Desta forma, em cada uma dessas disritmias, sociais, culturais e sexuais, alguém deverá ceder.
Ceder é a arte de ficar frustrado com classe. É ficar contrariado fazendo cara boa. Pode parecer que tudo ficou bem, mas aquele micro-ressentimento ficará lá.
Logo, as pessoas assumem relacionamentos estáveis para ficarem insatisfeitas. Optam por uma vida de renúncias e de insatisfações constantes.
Não estou afirmando que não vale a pena. Pelo contrário, muitos ganhos vêm da união.
Mesmo assim, cada um sempre carregará consigo suas pontinhas de insatisfação.
domingo, 5 de outubro de 2008
Conquista
A vida podia ser bem mais simples. Vejam só:
O Fulaninho um dia conhece a Fulaninha e se engraça todo com ela. Ela tem uma bundinha arrumada, uns peitinhos gostosos, um rostinho lindo e ainda é inteligente e engraçada. A nora que mamãe pediu a Deus e a garota que o Fulaninho pediu ao Papai Noel.
E então o Fulaninho não tira mais a Fulaninha da cabeça. E, quando se encontram, ele se desdobra em atenção e em gracejos, simpatia, piadinhas, agrados, olhares, sorrisos, elogios, palavras, mentirinhas inocentes… Resumindo: um trabalhão da porra!
Enquanto isso fica a Fulaninha naquele "não caga nem desocupa a moita". Não pega, mas não larga; provoca, mas se afasta; instiga, mas se faz de difícil. Aquele joguinho clássico de sedução, até que o sujeito "parte pra ignorância" e dá um "vem cá minha nega" na Fulaninha.
Aí a relação desenrola.
Proponho então que aqui paremos e avaliemos a situação. Venhamos e convenhamos, é uma sacanagem o sujeito ter que fazer a maior propaganda de si, tudo sutilmente, tentando convencer a garota de que ele é "O CARA", enquanto ela faz ali cara de paisagem.
Já pensaram se o mundo fosse assim:
O Fulaninho gamou na Fulaninha, tal qual anteriormente. Aí ele chega e diz:
- Aê, Fulaninha, te achei mó gostosa, engraçada, inteligente. Ó meu currículo aê. Engenheiro, ganho 30 pau por mês. Minha família é dona de metade de Mato Grosso e somos os maiores exportadores de soja do Brasil. Tá aí minha carteira profissional de amante assinada por minhas "ex". Tá vendo, ó! Só boas referências. Pode ligar e perguntar pra qualquer uma se não sou engraçado, romântico e o caralho a quatro… Tá vendo aê, tá? Ó, nunca me mandaram embora por justa causa, viu? Que tal?
Aí a Fulaninha empolga:
- Pô, interessei sim. Topo namorar contigo.
- Mas, aê, tem uma condição. - diz ele, enquanto ela faz cara de interrogação. - Tem que assinar esse contrato aqui, ó. Tá dizendo que você está ciente de que eu gosto de sexo pelo menos 5 vezes por semana, mas que no começo do namoro tem que ser no mínimo 15, tá ligada? E que, quando o relacionamento estabilizar daqui alguns meses, não vão ser aceitas aquelas coisas do tipo "Você vai demorar?" ou "Ah, hoje não. Ainda tô ardendo de ontem."
Ela faz cara de dúvida, enquanto ele continua:
-Fica sussa, que não é tudo no teu lado. Aqui tá falando, por exemplo, que eu vou continuar sendo romântico com você. Mas, ó, tu não pode fazer cara de cu quando eu te trouxer chocolate e ficar inventando que tá gorda. Se estiver, pode ficar tranqüila que eu não vou te dar chocolate. Mas não vai ficar pensando que eu não te dei chocolate porque você tá gorda se eu não te der.
Com um ar de desânimo ela diz:
- Pô, complicado isso, né?
- Pior é que é mesmo…
- Que tal se formos só amigos mesmo…
- É… até pode ser… Mas, ó, no dia que você estiver afim…
- Pode deixar! Pode me ligar também! - diz ela, piscando de canto de olho.
E se vão, economizando em meia dúzia de frases o que poderia ter acontecido em alguns meses ou anos…
O Fulaninho um dia conhece a Fulaninha e se engraça todo com ela. Ela tem uma bundinha arrumada, uns peitinhos gostosos, um rostinho lindo e ainda é inteligente e engraçada. A nora que mamãe pediu a Deus e a garota que o Fulaninho pediu ao Papai Noel.
E então o Fulaninho não tira mais a Fulaninha da cabeça. E, quando se encontram, ele se desdobra em atenção e em gracejos, simpatia, piadinhas, agrados, olhares, sorrisos, elogios, palavras, mentirinhas inocentes… Resumindo: um trabalhão da porra!
Enquanto isso fica a Fulaninha naquele "não caga nem desocupa a moita". Não pega, mas não larga; provoca, mas se afasta; instiga, mas se faz de difícil. Aquele joguinho clássico de sedução, até que o sujeito "parte pra ignorância" e dá um "vem cá minha nega" na Fulaninha.
Aí a relação desenrola.
Proponho então que aqui paremos e avaliemos a situação. Venhamos e convenhamos, é uma sacanagem o sujeito ter que fazer a maior propaganda de si, tudo sutilmente, tentando convencer a garota de que ele é "O CARA", enquanto ela faz ali cara de paisagem.
Já pensaram se o mundo fosse assim:
O Fulaninho gamou na Fulaninha, tal qual anteriormente. Aí ele chega e diz:
- Aê, Fulaninha, te achei mó gostosa, engraçada, inteligente. Ó meu currículo aê. Engenheiro, ganho 30 pau por mês. Minha família é dona de metade de Mato Grosso e somos os maiores exportadores de soja do Brasil. Tá aí minha carteira profissional de amante assinada por minhas "ex". Tá vendo, ó! Só boas referências. Pode ligar e perguntar pra qualquer uma se não sou engraçado, romântico e o caralho a quatro… Tá vendo aê, tá? Ó, nunca me mandaram embora por justa causa, viu? Que tal?
Aí a Fulaninha empolga:
- Pô, interessei sim. Topo namorar contigo.
- Mas, aê, tem uma condição. - diz ele, enquanto ela faz cara de interrogação. - Tem que assinar esse contrato aqui, ó. Tá dizendo que você está ciente de que eu gosto de sexo pelo menos 5 vezes por semana, mas que no começo do namoro tem que ser no mínimo 15, tá ligada? E que, quando o relacionamento estabilizar daqui alguns meses, não vão ser aceitas aquelas coisas do tipo "Você vai demorar?" ou "Ah, hoje não. Ainda tô ardendo de ontem."
Ela faz cara de dúvida, enquanto ele continua:
-Fica sussa, que não é tudo no teu lado. Aqui tá falando, por exemplo, que eu vou continuar sendo romântico com você. Mas, ó, tu não pode fazer cara de cu quando eu te trouxer chocolate e ficar inventando que tá gorda. Se estiver, pode ficar tranqüila que eu não vou te dar chocolate. Mas não vai ficar pensando que eu não te dei chocolate porque você tá gorda se eu não te der.
Com um ar de desânimo ela diz:
- Pô, complicado isso, né?
- Pior é que é mesmo…
- Que tal se formos só amigos mesmo…
- É… até pode ser… Mas, ó, no dia que você estiver afim…
- Pode deixar! Pode me ligar também! - diz ela, piscando de canto de olho.
E se vão, economizando em meia dúzia de frases o que poderia ter acontecido em alguns meses ou anos…
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