Nos últimos anos o Brasil entrou numa onda degenerativa de assistencialismo excessivo. O Estado passou a enxergar os auxílios desmedidos aos ditos “setores menos favorecidos” como caminho para distribuição de renda e promoção da igualdade social. Quem dera essas medidas fossem menos populistas e estivessem de fato comprometidas com a promoção do bem-estar e crescimento social do país.
Hoje o cidadão que não quiser, não precisa trabalhar. Aquele que quiser viver escorado na lei do mínimo esforço tem todo respaldo do Estado e de uma filosofia assistencialista enxertada na mente das massas.
O pobre, o preto, o estudante de escola pública, o favelado e o traficante, todo mundo tem direito a receber algum “empurrãozinho” do Estado. É Bolsa Família, cotas, Prouni, PAC para as favelas, verbas do governo para patrocinar paradas gay…
Ao cidadão branco, heterossexual e de classe média resta apenas o dever de pagar 20 mil reais de imposto de renda por ano, sem contar ICMS, IPI, PIS, COFINS, IPVA e tantos outros impostos que incidem direta e indiretamente sobre os bens e serviços. Pagar isso tudo e não ter segurança, não ter escola pública de qualidade, ser obrigado a pagar absurdos de pedágio e plano de saúde. Pagar isso tudo para financiar o populismo do governo com os “excluídos”.
O favelado que invadiu uma área pertencente ao Estado, que derrubou áreas protegidas de mata atlântica e que vive numa situação totalmente irregular, inclusive com ligações clandestinas de energia elétrica, é indenizado em R$ 100 mil para desocupar o barraco. Mas quem vive em situação regular tem que ralar durante muito tempo para juntar algum dinheiro para comprar uma casa e ainda fica pagando um financiamento durante décadas.
E ainda tem obra do PAC construindo plano inclinado e elevador para favelado chegar mais rápido e com menos esforço ao topo do morro. Para quê? Deve ser para acelerar o crescimento da favela e da derrubada da mata. Depois o morro desmorona, mata o desgraçado e eles vão dizer que a culpa é do governo.
Vão dizer que falo tudo isso porque sou “um burguesinho de classe média” que estudou em colégio particular. Não importa que meus pais tenham espremido o orçamento doméstico e que tenhamos passado épocas muito difíceis para que eles pudessem pagar as mensalidades.
Vão se esquecer que, na minha conta de luz e água, são cobrados os prejuízos que as distribuidoras têm devido às ligações irregulares. Vão se esquecer que meus impostos financiam o PAC e a Bolsa Família de alguns que ainda descem do morro para nos assaltar.
Vão dizer que sou homofóbico porque não concordo que o dinheiro dos impostos seja aplicado para promover nenhum tipo de manifestação de qualquer orientação sexual ou religiosa.
Vão dizer que sou nazista.
Ninguém vai se importar que meu bisavô chegou da Itália trazendo meu avô no colo e a esposa com um filho na barriga e todo o dinheiro que ele tinha foi suficiente pra comprar somente uma penca de bananas no porto de Santos.
A escravidão foi abolida e não deram nada aos negros… Mas foda-se o seu bisavô que também não tinha um puto no bolso: ele era branco.
Ninguém vê o mérito de uma família que começou do nada e trabalhou muito para crescer e dar uma vida digna a seus filhos, sem assistência nenhuma do governo.
Mas essa família que começou do nada tem que financiar cotas, bolsas, dívidas históricas… Que dívida histórica de quem, cara pálida? Quantos escravos meus ascendentes tiveram?
Tudo o que se vê hoje é um incentivo para que as “minorias” assumam o papel de vítimas. Eles, e toda a sociedade, são praticamente hipnotizados para que acreditem que são vítimas. Por que não mostram que é preciso trabalho, suor, empenho e sacrifício para se tornar alguém na vida?
Aí o faveladinho mal-encarado, na cara de pau, se sente em pleno direito de entrar na sua frente na fila do supermercado. A final de contas, quem tem prioridade nessa sociedade?
E você vai fazer o quê? Vai se indispor com o sujeito? Vai discutir e depois, enquanto você passa suas compras, ele pega uma arma, chama seus camaradas e antecipa teu encontro com O Criador?
Porque, que se danem todos os impostos que você paga e que você seja uma pessoa de bem, ele é pobre, tem todo o direito de ser bandido e a culpa é sua.
Ok, vou terminar a “sessão descarrego” por aqui. Porém, que fique bem claro que sou totalmente a favor da promoção da igualdade social e de oportunidades, mas acredito que estamos usando métodos e tomando caminhos muito equivocados.
Vamos lá… Atirem suas pedras.