terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Relações Energéticas da Humanidade

No princípio, os homens das cavernas trepavam em árvores para colher maçãs e corriam atrás das caças com seus tacapes. Além disso, tinham que dar uma porrada na cabeça das moçoilas e arrastá-las pelos cabelos para as cavernas. Sem contar o “Corre, negão, senão o dente-de-sabre te pega!”. Era um suadouro, uma trabalheira danada! Para se manter vivo o sujeito tinha que despender muita energia.
Depois o homem foi ficando velhaco. Criou suas plantaçõezinhas, colocou uns boizinhos para ararem a terra e ia, montado num cavalo, ver a Rosinha na fazenda do vizinho. Ainda tinha que carpir e colher, mas a comida começou a ser mais abundante. Um pouquinho de rapadura pra adoçar o café e menos caminhada para fazer bobagem no meio do canavial.
O matuto criou uma barriguinha. Podia até se dar ao luxo de nutrir uma meia dúzia de lombrigas, que não seria de anemia que haveria de morrer.
Finalmente o homem usou seu encéfalo privilegiado e criou usinas de eletricidade, que geram trilhões de gigawatts e lançam outros tantos trilhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera.
Esse porrilhão de gigawatts é uma maravilha: toca máquinas que fazem quase todo esforço por nós; acende bilhões de lâmpadas e pisca os neons das zonas de prostituição “Meta Aqui!”; faz funcionar computadores que processam o que milhões de mentes humanas ociosas levariam uma vida para calcular.
As vacas hoje já devem estar sendo automaticamente alimentadas por algum braço robótico que lhes enfia pasto goela abaixo! Trabalho zero!
As plantações são lavradas por tratores que consomem exageros de diesel.
Pessoas ficam estáticas, hipnotizadas pelas imagens que mudam incessantemente na televisão. O maior trabalho é piscar os olhos. Enquanto isso, entopem-se de Doritos.
O garotão que vai visitar a namorada não usa mais o jumentinho: vai agora na sua pick-up 4x4 ultra-mega-power-plus-advanced e consome outros tantos litros de petroderivados.
Os homens chegam em seus escritórios, sobem e descem de elevador. Passam o dia trabalhando em frente a um computador e ficam pançudos. Entopem suas veias de colesterol, triglicerídeos e açúcares. Seu exercício mais pesado é o clique duplo no mouse.
Hoje as máquinas trabalham pelos homens, mas continuamos nos alimentando como se fugíssemos de tigres.
E disso surge o paradoxo final, absurdo dos absurdos: depois de fornecerem energia para as máquinas que fazem todo nosso trabalho, as usinas ainda têm que gerar energia para funcionarem esteiras e bicicletas ergométricas. Geram energia para gastarem em nós a energia que nos fizeram economizar!
E nós, que substituímos nossos trabalhos braçais por máquinas, agora nos matamos em academias levantando pesos! Que troca besta foi essa? Empilhar tijolos para construir uma casa me parece mais útil e sábio.

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Isso tudo me lembrou de contar uma coisa - comecei a fazer regime e os resultados são incríveis: em uma semana eu já perdi 7 dias!!!

2 pedras atiradas:

Lilly disse...

Parece que a dieta já está deixando alguém de mau-humor!!!
bjos.

Nádia disse...

Promessas de começo de ano? Tô nessa. Ando correndo (?) uns 6 km e andando uns 10 km. Falta do que fazer?? Não, pô!